Pralavamostodos

Pralavamostodos
BlaBlablá !

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Guzzo

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Veja de hoje. Guzzo viu longe. Lulla é isso.
 
 
 
 
 
Sábado, Janeiro 23, 2010
 
J. R. Guzzo
 
Trem fantasma
 
"O lado escuro dessa maneira de governar é o incentivo
permanente à oferta de propostas que batem de frente
com a democracia. É o que há de melhor, como receita
para promover a incerteza"
 
Os governos brasileiros, como se pode comprovar facilmente pela
comparação entre o que dizem e o que fazem, acumularam ao longo dos
anos uma vasta experiência em não cumprir compromissos. É triste,
claro, mas, quando se olha com um pouco mais de frieza para a questão,
não é tão triste como parece, e frequentemente chega até a ser bom. O
motivo é simples: boa parte do que se promete é tão ruim, mas tão
ruim, que acaba sendo uma alegria, no fundo, quando se descobre que o
vendedor não vai entregar a mercadoria que vendeu. O atual governo é
um excelente exemplo disso. Se tivesse feito tudo, ou a maior parte,
do que já anunciou que queria fazer nestes últimos sete anos, o país
estaria hoje navegando em pleno nevoeiro, com mar bravo e fazendo água
na proa, na popa e a meia-nau. Ainda bem que não fez; por uma
combinação de incompetência, preguiça e ruindade na hora de executar,
pouco saiu do papel. É o que se espera que aconteça mais uma vez,
agora com esse incomparável "Programa Nacional de Direitos Humanos",
ou PNDH-3, na linguagem de bula de remédio com o qual foi batizado,
que o governo criou por decreto no fim de dezembro e do qual já
começou a correr.
 
Começou a correr, é lógico, onde costuma se assustar mais depressa –
ao ver que as Forças Armadas não gostaram da parte reservada a elas no
PNDH-3, onde se previa a criação de uma "Comissão Nacional da Verdade"
para apurar crimes cometidos por servidores dos órgãos de repressão
durante a ditadura militar. Não houve nenhuma grande surpresa nisso,
pois para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que assinou o
decreto, tanto faz se vai ou não vai haver apuração; a única coisa que
lhe importa, na vida real, é saber se a decisão final é ou não é do
seu interesse. Pode até errar de cálculo e acabar optando por algo que
em vez de ajudar o prejudica, mas a ideia-chave é se dar bem em tudo.
No caso, achou que se daria melhor anulando o que havia acabado de
assinar sobre a comissão; ela reencarnou, conforme amplamente
divulgado, com a nova e prodigiosa missão de examinar violações de
direitos humanos ocorridas no Brasil desde 1946 até 1988, de qualquer
natureza e de qualquer autoria. Como o presidente da República pode
esperar que alguém leve a sério uma coisa dessas? Não pode, mas também
não está preocupado com isso. O que ele queria era se livrar do
incômodo que estava causando aos militares. Aparentemente, conseguiu.
(Quem sabe agora, finalmente, se consiga descobrir quem matou Dana de
Teffé. É um caso claro de violação de direitos humanos; além disso,
conforme sustenta há anos o cronista Carlos Heitor Cony, é fato bem
sabido que enquanto não se descobrir quem matou Dana de Teffé, ou pelo
menos onde estão os seus ossos, o Brasil não vai tomar jeito.)
 
O mais interessante, no episódio todo, é a tranquilidade com que o
presidente vai levando adiante a sua balada. O decreto que assinou é
coisa de sanatório? Sua desculpa é que assinou sem ler; são previstas
nesse trem fantasma mais de 500 decisões, que para ser executadas
exigiriam uma nova Constituição ou um golpe de estado, mas ele diz que
não leu nada. Isso ou aquilo deu problema? É só mudar o que foi
escrito e anunciar que o caso está "superado"; agir assim, no entender
do presidente, é uma forma superior de esperteza política. Na verdade,
há um método nisso tudo. Lula é indiferente ao projeto de revolução ao
qual se dedicam tantos de seus subordinados – que sonham em desenhar
para o Brasil um regime "popular" baseado em "mecanismos de democracia
direta", no qual ficam dispensados de inconvenientes como eleições,
votações no Congresso ou decisões contrárias da Justiça. O presidente
deixa que se entretenham com isso; sabe quanto é bom, para todos eles,
poderem viver o papel de revolucionários com risco zero, sem ter de
fugir da polícia e no conforto de cargos em comissão, com carro
oficial e cartão de crédito corporativo. Em compensação, sempre que
manda para o lixo alguma de suas ideias, espera que lhe digam "sim,
senhor". É o que acaba de ouvir, mais uma vez.
 
O lado escuro dessa maneira de governar é o incentivo permanente à
oferta de propostas que batem de frente com a democracia. Elas podem
não ir adiante, mas estão sendo escritas por funcionários do governo,
recebem apoio oficial e acabam, como no caso desse PNDH-3, incluídas
num decreto que o presidente assina e que, agora, terá de ser
combatido ponto por ponto para não se transformar em realidade. É o
que há de melhor, como receita para promover a incerteza.
Animacoes GRATUITAS para seu e-mail – do IncrediMail! Clique aqui!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Fw: LULA, FILHO ABESTADO DO BRASIL !!!...

 
 
 
 
 
 
 LEAL
-------Mensagem original-------
 
Data: 14/12/2009 17:10:10
Assunto: LULA, FILHO ABESTADO DO BRASIL !!!...
 

LULA, FILHO  ABESTADO  DO BRASIL !!!...

 Aileda  de  Mattos  Oliveira (*)

"Cuando una nación pierde su coraje moral, comienza a deambular por la historia con paso de náufrago"   (José Piñera)

 Chega-nos ao conhecimento mais uma demonstração de desequilíbrio psíquico do pífio representante da nação brasileira. A partir de sua ascensão, foram-se perdendo valores que cultivávamos como habituais normas de conduta. Essas mudanças são consequências das alterações semânticas, aceitas pelos órgãos jornalísticos, hoje, também, pouco afeitos à limpidez das ideias. Tais alterações são produtos dos erros de raciocínio e da falta de intimidade vocabular, que a incontinência verbal do senhor feudal, pela repetição, torna-as vernaculares. Tudo isso, aliado à esperteza de um espírito pusilânime, tem o poder de corromper os alicerces de todos os poderes da República.

 Se a mentira passa à verdade; se o corrupto contumaz deve ser respeitado por não ser um homem comum; se uma organização terrorista, que inferniza os trabalhadores rurais, torna-se uma instituição lutadora em defesa dos direitos dos sem-terra, é transformar os antônimos negativos em palavras representativas de uma nova ética em curso.

 Para que se consuma o novo dicionário da sordidez política brasileira, necessário se torna conhecer, a fundo, em todas as dimensões, o seu autor, personagem central de sua própria propaganda político-eleitoreira. O autoendeusamento torna-o réu confesso do desequilíbrio de que acima nos referimos. Considerar-se a si próprio Filho do Brasil, é exigir a legítima paternidade,  a um país que já sofreu todos os vexames do filho que não passa de um bastardo. Como se não bastassem as ofensas de sua diplomacia, ofende-se mais ainda a nação, anunciando a sordidez de cobrar do país a herança que acredita ter direito e pretende obtê-la, através da delegação de poderes de seus iguais, nas urnas em 2010. É mais uma indenização cobrada ao país, considerado culpado pelo filho ilegítimo, pela tendência inata de sua família, de não ter vocação para o trabalho. O filme que ilustra a vida do responsável pela obra de estropiamento da língua, 'coincidentemente' será levado à exibição em 1º de janeiro de 2010.

 Regredimos ao populismo desenfreado do brizolismo e percebemos, claramente, a existência de dois Brasis: o que trabalha e estuda para o desenvolvimento nacional e o que vive de estelionato político, sorvendo os impostos pagos pelo primeiro dos Brasis.
 
Em toda imoralidade, encontra-se a logomarca da Globo, que não pode perder dividendos, mesmo que seja patrocinando um retorno aos filmes da velha fase macunaímica da miséria colorida. Não há outro digno representante desse (para mim) repugnante personagem (Macunaíma) da baixa estima brasileira, criação de Mário de Andrade, que o etílico Lula.

 Alguém da escória da personagem do filme em questão deve ter sido o idealizador do título e da narrativa. O embriagado de álcool e de poder tomou posse do Brasil e está alijando, aos poucos, a parte consciente da sociedade, mas  ainda sonolenta, para os esconsos vãos que se tornarão guetos dentro em pouco, se não tomarmos uma  veemente atitude. Já imagino esse filmeco sendo veiculado no agreste, nos sertões, arrebanhando os ingênuos e estimulando-os ao analfabetismo, à bebida e à rebelião. A pressão para um conflito entre brasileiros está se fazendo prenunciar no horizonte. Esta indecência de filme, se consentirmos, se não reagirmos, se não clamarmos contra a mídia que lhe dará vida, poderá servir de estopim para tomadas de posição sérias que não vão deixar de fora a guarda particular do ébrio presidente: o MST.

 Como dizem os traficantes do Rio, "está tudo dominado". Eles sabem o que dizem, infelizmente. Tudo está dominado, porque está corrompido pelo dinheiro fácil em troca da traição e da sabotagem. Apenas por patriotismo, sem levarmos nenhuma vantagem, porque pertencemos a outro grupamento ético, que não leu o glossário lulista, sabotemos o filmeco do "palhaço de Garanhuns", desde já, para que, no ato da divulgação, caia no ridículo o Filho bastardo do Brasil, que bem poderia ser o Filho de outra coisa que já sabemos o que é. Embora não pareça, o caldeirão da divisão de classes já começou a esquentar. Como não tem a coragem de seu comparsa Chávez e é um poltrão como o Zelaya, usa desses artifícios ultrapassados, mas que caem como uma luva sobre a multidão de ignorantes do interior do país.

 

 

(*) Possui graduação (Bacharelado) em Letras Português Literaturas, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1967-1970), Licenciatura (Complementação Pedagógica) em Português- Literaturas pela Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1971-1972), Mestrado em Língua Portuguesa pela Universidade Federal Fluminense (1975-1979) e Doutorado em Letras Vernáculas - Língua Portuguesa, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988-1995). Atualmente, é Professor Titular de Língua Portuguesa na Faculdade Gama e Souza. Voltada, inteiramente, ao estudo da Língua Portuguesa, tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Análise do Discurso, atuando principalmente no campo do discurso político.

currículo completo em:

 http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4727091U5&tipo=completo

 

 

 

 
GRATIS!¿Animações de Natal para seu e-mail – do IncrediMail! Clique aqui!

sábado, 28 de novembro de 2009

Fw: Filosofando no boteco-ah, passado!


 

PARA OS MEUS AMIGOS COROAS

Eu sou de um tempo distante

O chamado tempo do onça

Tempo em que qualquer máquina

Era uma geringonça

Sou do tempo em que

Se amarrava cachorro com linguiça

E em que todos domingos

A gente ia missa.

Trago lembranças bacanas

Das Casas Pernambucanas

Das farras, no bonde aberto

Dos chapéus da Casa Alberto

Tempo em que adultério era crime

E meu Tricolor ainda tinha bom time.

Do busca-pé, do rojão,

Sou do tempo do xarope São João.

Venho do tempo em que

Menino só gostava de menina

Tempo do confete e serpentina

Nas festas de Carnaval

Do Sírio, do Monte Líbano,

Dos bailes do Municipal

E o melhor dessa história

Eram os baile no Hotel Glória

Sou do tempo do bicarbonato

Do lançamento do Sonrisal.

Sou do tempo em que futebol

Era pra cara macho

Em que ninguem sossegava o facho

Nos bailes de formatura

Sarrando com a rola dura

Quando a gente engomava a cueca

E ainda se jogava sueca

Dos play-boys botando banca

Tempo que o telefone era preto

E a geladeira era branca.

Sou do tempo em que se confiava

Nas companhias aréas

Em que a penicilina

Curava as doenças venéreas

Sou do tempo da Rádio Nacional

Do lança perfume no Carnaval

Do calouro na hora da peneira

Tempo em que pó era o mesmo que poeira.

Tempo do terno risca de giz

Da calça de boca apertada

Da Lapa de Madame Satã

De poder ir torcer no Maracanã

E lembrar da mãe do juiz.

Sou do tempo do Doi-Codi

Do comigo-ninguem-pode

Da alegria desvairada

Da ditadura hoje caluniada

Sou do tempo em que ficar

Era apenas não ir

Tempo de permitir

Passeios à beira-mar

Tempo de se curtir a vida

Sem medo de bala perdida

Tempo de respeito pelos pais

Enfim, sou de um tempo que não volta mais.

Sou do tempo da brilhantina

Do laquê, da Glostora, do Gumex

O correio não tinha Sedex

O que vinha era telegrama

Trazendo uma má notícia

Sou do tempo em que a polícia

Perseguia todo sambista

Que tivesse alguma fama.

Tempo em que só mulher usava brinco

Em que as portas não tinham trinco

E que se dizia demorou

Só pra quem chegasse atrasado

As calças não perdiam o vinco

Picada era só na bunda

Se aquela febre profunda

Não tivesse melhorado.

No meu tempo coca era refrigerante

E todo homem elegante

Abria a porta do carro.

Aceitava-se qualquer cigarro

Sem medo de ser um novo fato

Só preço podia ser barato

Bicho era só animal

Cara, o rosto do pobre mortal.

Sou do tempo do tergal

Do ban-lon, do terilene,

Da Emilinha e da Marlene

No sucesso musical

Sou do tempo do mocinho

E o vilão com cara de mau

Do reclame de fortificante

Do óleo de fígado de bacalhau.

Sou do tempo do coreto e da banda

Do velho cigarro Yolanda

Vendido na venda da esquina

Sou do tempo da estricnina

Veneno tão poderoso

Sou do tempo do leite de magnésia

Do sagu, do fubá Mimoso

Do fosfato que curava a amnésia

Sou do tempo da cocoroca

Do tempo da Copa Roca

Que muita gente não viu

Do progresso tão abrupto

Que todo mundo assistiu

Porém, político corrupto

Como rato que sai da toca?

Ora! Esse, sempre existiu!

Sou do tempo em que Benjor

Se chamava Jorge Ben

A carne do bife era acém

Carne de cachorro era bofe

No meu tempo não havia estrogonofe

Sou do tempo do tostão e do vintém

Da zona com seus bordéis

Programas de dez mil réis

Sou do tempo da Cibalena e do Veramon

E da revista Fon-fon

Assisti filmes do Rin-tin-tin

Sou do tempo da confeitaria Manon

Da magia, do pó de pirlimpimpim

Colecionei estampas Eucalol

Acompanhei o lançamento da Avon

Tomei o fortificante Calcigenol

Sou do tempo da PRK 30

Do rádio tipo capelinha

Dos contos da Carochinha

Do remédio no bonde anunciado

"Veja ilustre passageiro

o belo tipo faceiro que o senhor tem a seu lado

Mas, no entanto, acredite, quase morreu de

bronquite, salvou-o o Rhum Creosotado".

Sou do tempo da Cafiaspirina

Da compressa de antiflugestina

Do bálsamo de benguê

Fui leitor do almanaque Tico-Tico

Tempo em que trabalhador ficava rico

Sou do tempo da Casa Cavê

Do taco com cera Parquetina

Sou do tempo do óleo de linhaça

Andei na Maria Fumaça

Li muito a revista Cruzeiro

Escrevi com caneta- tinteiro

Separei o joio do trigo

Vi muito vigarista na cadeia

Só não fui garçon da Santa-Ceia

Também não sou assim tão antigo

E pra você, meu amigo

Que tambem sente saudade

Vou confessar-lhe a verdade

Naquele tempo, orgulhoso

Eu via o meu pau lustroso

Só ao olhar um joelho

Mas, hoje, olhando no espelho

Chego até a me sentir mal

Ao invés de caralho vejo apenas um bilau

Ainda que me dê alegrias

Já não é aquela orgia

E ao invés das seis numa tarde

Fico em uma bem dada

Senão o bicho já arde

E a patroa fica irritada

Ainda não usei Viagra

Mas usarei se preciso

Espero que não leve flagra

Porque deve "ser fora", aviso!

SAINT-CLAIR PAES LEME

Filósofo de botequim pé-sujo

 










quarta-feira, 18 de novembro de 2009

DECEPÇÕES... QUE HORROR!!!

 
 
 
 
 
Sala cheia! Espectativa geral! Ansiedade! Torcida organizada (paga) e Torcida organizada (expontânea)!
 
No filme " Lula... ", para decepção da maioria, o bandido não morreu!!!!
Nem o homenageado apareceu para assistir ao filme. Foi para o cinema vizinho, assistir "2012"... Louco para saber se a Dilma ganhou a eleição...
 
 


 

 
Animacoes GRATUITAS para seu e-mail – do IncrediMail! Clique aqui!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

AGORA O ÔMI SI SUPERÔ!

 
CARO INTERNAUTA

REPASSO,COMO RECEBI,E SEM MEU HABITUAL COMENTÁRIO! E PRECISAVA? ABRAÇOS 

 OBS.: DEPOIS ALGUNS INTERNAUTAS DIZEM QUE EU TENHO MÁ VONTADE COM O NOSSO EINSTEIN ...

REPASSANDO...

DEPOIS DESSA SÓ NOS RESTA REZAR! AGORA O ÔMI SI SUPERÔ!

AGORA O ÔMI SI SUPERÔ!!! ABSURDO - E TEMOS QUE OUVIR ESTA PALHAÇADA

Palavras do Lula na solenidade de ontem (13.11.2009) em que o governo anunciou queda no desmatamento da Amazônia :

QUE ORELHA.jpg

"Então, essa questão do clima é delicada por quê ?  Porque o mundo é redondo. Se o mundo fosse quadrado ou retangular, e a gente soubesse que o nosso território está a 14 mil quilômetros de distância dos centros mais poluidores, ótimo, vai ficar só lá. Mas, como o mundo gira, e a gente também passa lá embaixo onde está mais poluído (???), a responsabilidade é de todos".

 CRUZES !!! MANGALÔ TREIS VEZ...QUE BATATADA!!!

 
Animacoes GRATUITAS para seu e-mail – do IncrediMail! Clique aqui!

sábado, 24 de outubro de 2009

Pudê !

 
 
 

Olho no Lula.

Nestes anos todos de "pudê", o que Lula mais fez foi dar mostras da sua índole mentirosa, prepotente e avessa à democracia. Passa a maior parte do tempo aprofundando uma divisão inexistente entre pobres e ricos, enquanto só dorme em lençóis egípcios, toma Romanèe-Conti, veste ternos Armani, gasta cinco milhões por ano secretamente no cartão corporativo da Presidência da República. Exige tapete vermelho para não ter que pisar mais no solo esturricado do sertão e que lautos jantares lhe sejam trazidos ainda quentinhos a bordo de aviões oficiais nos seus showmícios pelo interior do Brasil. O que diria São Francisco, o santo da pobreza! Estes hábitos que já estavam latentes no distante ABC, agora afloram escancarados na cumplicidade pelega com os grandes empresários, na camaradagem com os lobistas que entram e saem livremente no Planalto, no festerê aéreo com os novos ricos do sindicalismo ladrão do Brasil e, principalmente, no convívio harmonioso com os maiores bandidos e com os grandes fariseus da política brasileira. Lula substituiu rapidamente a gentalha asquerosa do primeiro mandato do mensalão pela escória da pior espécie do segundo, formando uma equipe capaz de tudo para blindar o chefe e inflar a sua popularidade, financiados pelos especialistas na multiplicação da extorsão e das negociatas em estatais e fundos de pensão. Ex-terroristas, ex-guerrilheiros, ex-assaltantes de bancos, gente próxima a crimes que jamais foram explicados, criadores de dossiês, falsificadores de agendas. Hoje, no Estadão, Chico de Oliveira, um ex-petista de primeira hora, afirma que Lula só deixou de abraçar a causa do terceiro mandato por uma questão tática. "Ele sabia que teria de enfrentar parte importante da opinião pública e que seu alto nível de popularidade iria derreter." José Paulo Martins Jr., cientista político e professor da Faculdade de Administração da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FAD/FESPSP), afirma "que podemos dizer, sem dúvida, é que ele transige com o republicanismo, no sentido de que não separa corretamente o público do privado." Para Francisco de Oliveira, do Departamento de Sociologia da USP, o presidente "não gosta dos instrumentos democráticos que põem limites à sua própria ação. Procura enquadrar a imprensa, que é o quarto poder, e vê no TCU um obstáculo para o PAC". Para José Álvaro Moisés, do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) , Lula demonstra seu desconforto com o aparato fiscalizatório do Executivo ao nomear um ex-ministro para o TCU."Alguém imagina que José Múcio, que estava no governo até ontem, vai fiscalizar o governo?" Lula, ao final dos seus dois mandados e longe de fazer o sucessor, começa a perder definitivamente a trava e a liberar o que Roberto Jefferson definiu como os "instintos mais selvagens". O Poder Judiciário, por meio de Gilmar Mendes, presidente do STF, já entendeu o que está acontecendo e começa a reagir. O Poder Legislativo está nas mãos de José Sarney e de Michel Temer, o que dispensa comentários. O jogo da Democracia está empatado e Lula, literalmente, tem caráter de menos e dinheiro de sobra para comprar o juiz. Olho nele.
 
Animacoes GRATUITAS para seu e-mail – do IncrediMail! Clique aqui!