| CRÕNICA 10 - 18 Jul 2009 - L01 CASTIGO À IMPUNIDADE Crônica da semana. Se aprovar, difunda. Se discordar, envie-nos as críticas.Gen Ex R/1 Armando Luiz Malan de Paiva Chaves Nações que merecem o respeito internacional exibem, em seu perfil, economias fortes e saudáveis, sociedades organizadas, meio ambiente preservado, governos eficientes democraticamente eleitos, judiciários isentos e competentes, parlamentos probos, vigilantes e atentos às aspirações e reclamos do povo que os elegeu. Nosso país vem crescendo em respeito internacional. A economia deixou o atoleiro da inflação incontrolável. Suportou com razoável desempenho os efeitos da crise bancária que explodiu nos EUA e de lá se alastrou, derrubando o crescimento mundial. A sociedade ainda padece dos males da desigualdade, porém diminuíram os índices gritantes de miséria. A infra-estrutura se ressente de boas estradas, ainda não foram implementadas alternativas ferroviária e fluvial e a rede portuária não atende à demanda. Mas é de registrar a prioridade em aumentar a oferta de energia. A segurança pública continua caótica. Cresceu significativamente a freqüência às escolas, embora seja vergonhosa a qualidade do ensino. Se acrescermos outros índices, o somatório revelará avanço, embora ainda estejamos longe de nos podermos dizer organizados, à semelhança dos países desenvolvidos. Não alcançamos nível aceitável de preservação do meio ambiente, nas cidades, nos campos e nas florestas. Mas é inegável a preocupação, de governo e da população. Embora não cumprida e não fiscalizada com eficiência, a legislação é das mais avançadas, a ponto de comprometer a continuidade do crescimento da riqueza agropecuária. A democracia se consolidou e fortaleceu. O governo eleito e reeleito merece críticas, mormente quando se empenha na continuidade. Programas eleitoreiros escorados em recursos astronômicos não avançam, por falta de capacidade para executá-los. Alianças partidárias não conhecem limites de concessões, ignorando corrupção, improbidade, nepotismo. Mas é inegável sua aprovação, avaliada em 80% nas pesquisas mais recentes. A Justiça procura modernizar-se. Muito lentamente. Já o Parlamento é a maior vergonha nacional. Caudatário do Executivo, só o contraria para receber, como moeda de troca, os dinheiros que sustentam suas bases eleitorais e seus cabides de emprego. O Senado sofre, há meses, o desgaste diário que a mídia leva ao público. São incontáveis as ilegalidades administrativas, com enormes prejuízos ao erário. E não aparecem as soluções para corrigi-las, porque recairiam sobre os próprios senadores e seus apaniguados. No alto de sua responsabilidade, está o Presidente da Casa, que se nega a deixar o cargo, embora seja pessoalmente responsável por decisões que o beneficiaram diretamente ou a seus familiares. O atual parlamento compromete inapelavelmente o respeito de nosso país. Veículos da mídia internacional noticiam as irregularidades e a resistência, do maior responsável, em renunciar, poderosamente apoiado pelo chefe do governo, que se imiscui nos assuntos do Legislativo em busca de aliança partidária para as próximas eleições. Como pode um simples cidadão reagir a tanta impunidade? De momento, denunciando, apoiando a devassa da mídia, enviando aos parlamentares correspondência de reprovação. Sortirá efeito se muitos, milhares, o fizerem. Só prevalecerá a cidadania se significar o coletivo de uma grande maioria de revoltados. Se de nada servir tal reação, haverá segunda oportunidade, e essa será punitiva: o castigo do voto. Tanto quanto a primeira, só levará a resultado se for coletiva. Se todos os que condenamos negarmos apoio aos que hoje maculam, impunes, a imagem do Congresso, muitos, suplentes empossados, sem terem tido seus nomes escolhidos nas urnas. Caberá aos eleitores promover uma faxina geral e a renovação parlamentar, afastando quem exerce o mandato em proveito próprio e elegendo nomes de passado limpo, com histórico de devoção à causa pública. Talvez erremos nas escolhas, para corrigi-las em eleição seguinte. Mas, na que ocorrerá no próximo ano, não haverá risco de erro: os atuais mandatários já se desnudaram à nossa avaliação. Votar bem é dever de cidadania.
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Pralavamostodos
BlaBlablá !
segunda-feira, 27 de julho de 2009
CRÔNICA 10 - Gen Ex R/1 Armando Luiz Malan de Paiva Chaves
domingo, 26 de julho de 2009
A Indignação !
| A Nação faz coro, mas ninguém se mexe !
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Os falsos desmatamentos da Amazônia
| OS FALSOS DESMATAMENTOS NA AMAZÔNIA - A VERDADE POR TRÁS DA FANTASIA. Izidro Simões - piloto de avião Em 2000, sendo piloto da Nimbus Táxi Aéreo, em Boa Vista-Roraima, recebi uma ordem de vôo que se mostraria muito singular. Tratava-se de voar de Boa Vista descendo o Rio Branco, passar por Santa Maria de Boiaçú, alcançando as localidades de Terra Preta e Lago Grande, retornando para a capital. Eram 4 passageiros: Francisco Joaci de Freitas Luz, engenheiro agrônomo, sendo hoje o chefe geral da Embrapa-Roraima, Marcelo Francia Arco-Verde, engenheiro florestal, sendo hoje o diretor de sistemas agroflorestais da Embrapa-Roraima e Haron Xaud também da Embrapa-Roraima. No caminho, pousamos em Caracaraí, para recolhermos uma engenheira, da qual não me lembro se era do Estado ou da CPRM. O Chefe da equipe da CPRM-Manaus e que estava em Boa Vista, era o geólogo Newton, que não foi no vôo, porque "não apreciava" voar. Recebi então a ordem de ir descendo o rio, mantendo uns 3.500 pés (pouco mais de mil metros) afastado uns 5 km da sua margem esquerda. Os passageiros levavam vários mapas grandes, máquinas fotográficas e filmadoras. Uns 15 ou 20 minutos após a decolagem de Caracaraí, passei a ouvir exclamações assim: - Ei, olhe só aquilo! - Mas como é que pode? - Dá uma olhada no mapa! - Bate uma foto agora! Foi assim até Santa Maria de Boiaçú, onde mandaram que voasse para Terra Preta e Lago Grande, localidades rio abaixo mais uns 6 minutos de vôo, e situadas no lado oposto do rio, isto é, na margem direita do rio. Tendo sobrevoado aquelas localidades, mandaram retornar para Boa Vista, devendo também manter-me afastado uns 5 km do rio. Estávamos agora, subindo o rio, e os passageiros continuavam consultando vários mapas e olhando atentamente o panorama que sobrevoávamos. Um pouco antes de alcançarmos a boca do rio Catrimani, vimos mais para a nossa esquerda, uma região de extensas campinas de areia branca, alguns laguinhos e igarapés (córregos, riachos). Mandaram então voar bem baixo em direção ao lago maior, o qual tinha águas tão cristalinas, que do alto víamos o seu fundo. Fiz diversas passagens baixas por ali, e foram muitas as fotos e filmagens realizadas, prosseguindo o vôo, agora nuns 100 metros acima do solo, até alcançarmos novamente Caracaraí, de onde tomei altitude regulamentar e prosseguimos para o pouso em Boa Vista. No dia seguinte, pela manhã, fizemos um novo vôo, desta vez, para a Serra da Lua, que começa uns 30 Km após a ponte dos Macuxi sobre o Rio Branco, sendo ela perfeitamente visível desde Boa Vista. No lugar da engenheira do vôo anterior, entrou uma outra pessoa da CPRM, e também levavam muitos mapas grandes, filmadoras e máquinas fotográficas. "Cortei" a Serra da Lua na sua borda direita (lado Sul), até o final, quando então mandaram fazer diversas idas e vindas pelas cabeceiras do rio Baraúna. Tudo foi muito fotografado e filmado, com expressões de surpresa e espanto semelhantes as do vôo anterior, e convém salientar que tínhamos GPS a bordo. Após o recolhimento do avião no hangar da empresa, Marcelo Francia Arco-Verde (o engenheiro florestal da Embrapa-Roraima) ficou por ali, entretendo-se em conversas com alguns membros do clube de paraquedismo, e do qual ele fazia parte, como instrutor de salto-duplo. Aguardei uma folga nas conversas e, puxando Marcelo para um lado, perguntei: Você pode me dizer o que tem causado tanto espanto em vocês? Consultam mapas o tempo todo, filmam, fotografam. Parece que tem alguma coisa errada em algum lugar, pois até duvidaram que estivéssemos mesmo na região do Baraúna, com GPS e tudo! Marcelo sorriu e disse: - É o seguinte: o pessoal me contou que em algum lugar lá no Maranhão, que também é um Estado amazônico, fizeram um projeto de colonização ou coisa semelhante, e quando a equipe de campo foi até a região para demarcar estradas e lotes, não encontraram o que pretendiam. Até acreditaram que tinham perdido a entrada de alguma estradinha. Vai mais um pouco pra lá, volta, vai de novo, e não encontraram o que pretendiam. Retornando ao escritório, consultaram os mapas do RADAM (Radar da Amazônia) e os do Estado, e chegaram a conclusão de que o lugar só poderia ser aquele mesmo por onde tinham estado. Para dirimir dúvidas, dessa vez levaram um GPS e foram realmente parar no mesmo lugar de antes. Aí então constataram que os mapas do Radam apontavam a região como sendo coberta por densa floresta, quando na verdade era um cerrado ralo! Pelo Amazonas e aqui em Roraima já tinham acontecido desencontros semelhantes, e surgiu então uma grande desconfiança quanto aos mapas do Radam, e por isso foram feitos esses dois vôos de confirmação nas áreas em que surgiram dúvidas. - E o resultado? Perguntei. - Bem, confirmamos que por aqui também, os mapas do Radam mostram uma coisa, e lá embaixo, no solo, é tudo diferente. Floresta no mapa, mas no solo, é extenso cerrado. Quando Collor foi Presidente, colocou na então Secretaria do Meio Ambiente o Lutzemberg, aquele agrônomo-ecologista maluco que criava sapos na piscina da sua mansão em Brasília e que falava mal do Brasil pelo mundo afora. Esse cidadão trouxe à Roraima, o italiano Giovani Gronchi, que tinha sido Presidente ou Primeiro-Ministro da Itália. Ambos, com alguns membros da comitiva, sobrevoaram os "lavrados" de Roraima e foram embora para Manaus e Brasília. O italiano voltou ao seu país, de onde deitou falação contra a "devastação" que os roraimenses tinham feito na floresta. Assim, vê-se a ENORMIDADE da errada informação alardeada no mundo por Giovani Gronchi, por engano ou pura má-fé, com a cumplicidade do Lutzemberg, que também "não sabia de nada", ou sabia e, calou-se propositadamente. Qual o é então o truque que existe nos mapas do Radam? Na década de 70, o Brasil pagou 20 milhões de dólares para que uma empresa americana mapeasse toda a Amazônia brasileira e os seus minérios. Os aviões Hércules (quadrimotores) da empresa TIGER, tinham a cabeça de um grande tigre pintada no leme e um avião ficava em Belém, outro em Manaus, outro mais em Porto Velho e um em Cuiabá. Ali no aeroporto Marechal Rondon (em Várzea Grande que serve à Cuiabá), durante uns dois meses, víamos diariamente o avião lá baseado, decolar bem cedo e retornar pelo meio-dia, decolando outra vez lá pelas 14:00 e voltando ao cair da noite. A autonomia desses aviões é oceânica. Todo o material aerofogramétrico e de sensoriamento remoto foi processado nos laboratórios da empresa nos Estados Unidos, que depois enviou ao Brasil, os mapas geográficos, da vegetação e mineralógicos. Com os "enganos" constatados nesses mapas do RADAM, que mostravam floresta densa onde NUNCA existiu nada além de cerrados, "lavrados" e imensas clareiras naturais, fica desmascarada essa história freqüente de acusar o Brasil de ter desmatado lugares que a gente conhece bem, e sabe que não é e nem foi floresta de nenhuma espécie, em ocasião alguma. Como é feita a coisa? Muito simples: apresentam os antigos mapas do Radam e as atuais fotos de satélite. Como o satélite mostra campos naturais ou cerrados, e o mapa do RADAM mostra extensa área colorizada de verde (floresta densa), BERRAM a acusação alarmista: - Olhem o que era antes, e a devastação que Brasil deixou acontecer! Diante de tais "evidências" (contra FATOS e FOTOS não há argumentos possíveis), o mundo "cai de pau" no nosso país. Saibam e aprendam: não se deve acreditar em tudo o que é alardeado no estrangeiro. ATENÇÃO: não estou afirmando que todo desmatamento é falso. Estou AFIRMANDO que muitos desmatamentos são forjados dessa maneira. Além disso, grande parte dos satélites tecnicamente não conseguem reconhecer diferenças entre real e parecido. Se sobre o lavrado roraimense for colocado um imenso pano VERDE, o equipamento do satélite interpretará como sendo floresta. Se a floresta for toda coberta por um pano branco ou amarelado, a interpretação será a de gelo ou areia. Há poucos meses passados, a TV nos mostrou um desses tipos de engano. No Estado do Amazonas, diversas áreas tinham sido fotografadas pelo satélite, e interpretadas como sendo clareiras, eram apenas árvores SEM FOLHAS, na mudança de estação, e ali tudo continuava sendo floresta. Não havia nenhum desmatamento. Quer dizer, além da má-fé das informações alarmistas, ainda há aquelas de má interpretação fotográfica, por desconhecimento das características vegetais na região. Os mal intencionados (estrangeiros e, vergonhosamente, brasileiros também) usam e abusam dessas distorções, CONTRA O BRASIL e CONTRA OS BRASILEIROS. Date: Fri, 17 Jul 2009 14:34:18 -0300 From: izidropiloto@oi.com.br Subject: Re: Estratégia de Defesa da Amazônia Brasileira Prezado, desejo acrescentar aos seus conhecimentos, as GRAVES deturpações que estão sendo feitas, usando o trabalho do RADAMBRASIL. Segue um anexo. Saúde e paz. Mensagem Original: Data: 09h46min:51 17/07/2009 De: Félix Maier <ttacitus@hotmail.com> Assunto: Estratégia de Defesa da Amazônia Brasileira Grato, Coronel Soriano, pelo belo texto enviado, o qual postei em Usina de Letras, Reservaer e Domínio Cultural, e repassei a meus contatos. Att, F. Maier ESTRATÉGIA DE DEFESA DA AMAZÔNIA BRASILEIRA. Roberto Gama e Silva (*) O Brasil herdou o imenso e riquíssimo território da nossa Amazônia graças à visão penetrante do estadista português Sebastião José de Carvalho e Melo, que viria a se tornar Conde de Oeiras e, depois, Marquês de Pombal. O Marquês de Pombal foi nomeado Primeiro-Ministro do Rei Dom José I por decreto de 5 de agosto de 1750 e nessa situação permaneceu até a morte do Rei, em 23 de fevereiro de 1776. Durante 26 anos o Primeiro-Ministro foi o gênio que executou a obra governativa do Rei Dom José I, uma das mais profícuas de Portugal. Segundo o historiador lusitano Joaquim Ferreira os portugueses têm razões sobejas para venerar em Pombal o maior governante da pátria. Nós, brasileiros, também temos razões sobejas para considerar o Marquês de Pombal responsável pela anexação definitiva ao Brasil do território da Amazônia, com superfície superior à soma dos territórios da Índia e do Paquistão. Quando tomou posse como Primeiro-Ministro do Reino, decorriam sete meses da assinatura do Tratado de Madri que, pela primeira vez, desde o Tratado de Tordesilhas, firmado em 1494, procurou definir os limites entre as possessões de Portugal e Espanha na América do Sul. Diga-se de passagem, por pertinente, que o novo Tratado foi viabilizado pelo princípio do Utis Possidetis Facto, proposto pelo Secretário de Dom João V, o paulista Alexandre de Gusmão, que no ano anterior, isto é em 1749, mandara confeccionar o Mapa das Cortes, no qual apareciam as terras efetivamente ocupadas pelos portugueses na América do Sul. O Tratado acabou sendo firmado, porque os espanhóis admitiram que haviam avançado ilegalmente sobre o arquipélago das Filipinas, no Oceano Pacífico. Então, a linha original de Tordesilhas foi deslocada para oeste, na América do Sul, de modo a legitimar as terras desbravadas pelos portugueses, e para leste no Pacífico, para submeter as Filipinas ao domínio do Rei da Espanha. Em resumo, a Amazônia brasileira foi trocada pelas Filipinas! Como aparece na figura acima, o mapa da Amazônia ainda estava incompleto, pois faltava acrescentar o Acre, cujo contorno ainda se achava indefinido, pelo fato de não ter sido determinada a posição correta das nascentes do rio Javari, ponto de onde seria traçada uma linha leste-oeste até a origem do rio Madeira, na confluência do Mamoré com o Beni. O Acre, vale lembrar, só foi incorporado oficialmente ao território brasileiro pelo Tratado de Petrópolis, firmado com a Bolívia em 17 de novembro de 1903, após a vitória pelas armas de aguerridos brasileiros sob o comando firme do gaúcho José Plácido de Castro. A dimensão e a natureza da Amazônia chamaram, de imediato, a atenção do Marquês de Pombal. Para começar, nomeou o próprio irmão, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, oficial de Marinha, para o cargo de Governador do Grão-Pará e Maranhão, com a missão de assegurar, de todas as maneiras, a integridade das terras da Amazônia transferidas para o domínio de Portugal. Mendonça Furtado criou, em 1755, a Capitania de São José do Rio Negro, elegendo como sua primeira capital a localidade de Mariuá, hoje Barcelos, para estimular o povoamento da bacia do rio Negro e contribuir para eliminar a penetração espanhola pelas aquavias daquela região. Na impossibilidade de ocupar fisicamente a imensa região, Pombal delineou a estratégia portuguesa para manter a Amazônia sob domínio português: ?tamponamento das vias de acesso do exterior para o interior da região e vivificação dos pontos fronteiriços confrontantes com pontos vivificados do outro lado da fronteira?. Em 6 de junho de 1755, Pombal decretou a emancipação completa dos índios que habitavam a Amazônia, conquistando assim o apoio dos silvícolas à causa portuguesa. No dia seguinte, em 7 de junho de 1755, foi criada a ?Companhia do Grão-Pará e Maranhão?, sociedade cujo capital foi subscrito pelos empresários da praça de Lisboa, com o propósito de alijar os intermediários no comércio com a região, sobretudo os ingleses. A estratégia pombalina tem prevalecido até hoje, embora posta em prática inconscientemente. O Exército brasileiro, ultimamente, vem se empenhando em consolidá-la por intermédio de um projeto denominado Calha Norte, que consiste basicamente no aumento dos efetivos das unidades dispostas ao longo da fronteira ao norte do rio Amazonas, além da criação de novos grupamentos militares na mesma região lindeira. Essa medida, embora contribua para a proteção da fronteira, não é de todo eficiente no que tange ao tamponamento, pois o espaço amazônico não é propriamente continental, eis que se assemelha a um imenso arquipélago, tal a quantidade de rios e igarapés que cortam o terreno. A Força Aérea Brasileira acaba de tamponar, com eficiência, o espaço aéreo da região, mediante a instalação de uma rede de radares e o estacionamento de aeronaves de combate nas bases existentes, com o que o contrabando e o descaminho de materiais de valor decresceram sobremaneira. Com essa inovação, todos os bens normalmente transportados pelas aeronaves piratas foram desviados para as hidrovias, cujo patrulhamento é ainda frágil. A fragilidade do tamponamento das hidrovias pode ser ilustrada com três exemplos lapidares. O primeiro exemplo relaciona-se com o descaminho de madeiras, em toras e serradas, antes da implantação da Agência da Capitania dos Portos em Munguba (o porto de Monte Dourado). O Grupo Executivo para a Região do Baixo-Amazonas - GEBAM, demonstrou para as autoridades governamentais, inclusive para o próprio Presidente da República, que a empresa Jarí Florestal e Agropecuária havia descaminhado, por longo tempo, madeiras em toras e beneficiadas, cujo valor, a preços de 1982, ultrapassava a casa de US$1,2 bilhão. Respaldavam essa revelação o cotejo entre o inventário florestal, levantado alguns anos antes pelo RADAMBRASIL, o volume de madeiras contido na área desmatada; a capacidade das três serrarias logo instaladas na área; o depoimento dos práticos do rio Jarí e a freqüência de atracação desses navios no porto de Munguba. Todo esse volume de madeiras transportado ilegalmente cruzou a foz do Amazonas, pelo chamado Braço Norte, na verdade a foz do grande rio, sem que fosse detectado. Em época mais recente, setembro de 2001, o navio Artic Sunrise, de bandeira inglesa e pertencente à organização não-governamental estrangeira Greenpeace, penetrou no rio Amazonas para executar a demarcação das terras reservadas para os 361 nativos da tribo Deni, estabelecidos entre os rios Xeruã, afluente do Juruá, e o rio Cuniuá, da bacia do Purus. Aplicando os mesmos critérios metafísicos usados para a concessão de reservas para os silvícolas, os Deni foram aquinhoados com uma área de 998.400 hectares. Pois bem, o Artic Sunrise suspendeu do porto de Manaus, no dia 20 de setembro de 2001, demandando a área concedida aos Deni, levando a bordo o cacique Haku Varashadeni, da tribo em questão, dirigentes da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira COIAB, representantes do Conselho Indigenista Missionário CIMI e da Operação Amazônia Nativa OPAN, todos reunidos para proceder à demarcação da reserva, já que o Governo brasileiro não havia cumprido o compromisso constitucional de demarcar todas as terras indígenas até 1993? (sic). Os dois exemplos alinhados demonstram a necessidade de instalação de uma Estação Naval nas proximidades de Macapá, dotada com Navios-Patrulha e com instalação fixa de radares de superfície, para tamponar a foz do Amazonas e apresar navios envolvidos em operações ilegais ou antinacionais. O terceiro exemplo refere-se ao início do curso do rio Solimões, nas proximidades da tríplice fronteira Brasil-Peru-Colômbia. No período noturno do dia 4 de julho de 1949, o gaiola Ajudante, pertencente à frota do Serviço de Navegação da Amazônia e Administração do Porto do Pará SNAAP, navegava próximo à margem esquerda do Solimões, no trecho entre São Paulo de Olivença e Benjamim Constant, transportando 120 passageiros. Surpreendentemente, uma canhoneira da Marinha da Colômbia, bem dotada de armamento (dois canhões de 195 mm, dois canhões de 40 mm, da fábrica Bofors, e dez metralhadoras de 20 mm, da fábrica Oerlikon), aproximou-se do Ajudante e abriu fogo até afundá-lo. Como resultado do ataque morreram 112 brasileiros. Posteriormente, a diplomacia colombiana apresentou as suas desculpas, alegando que o Ajudante fora confundido com um navio peruano, eis que os dois países vizinhos haviam retomado as hostilidades em torno do território onde se situava a cidade de Letícia. A canhoneira colombiana, sem qualquer aviso às autoridades brasileiras, demandava o rio Içá, procedente de Letícia. A facilidade de penetração na Amazônia brasileira por embarcações procedentes do território colombiano, mediante a utilização da aquavia Içá-Putumayo, ainda persiste. Com a atual dificuldade de uso do espaço aéreo para atividades ilícitas, o contrabando de armas e de tóxicos transferiu-se para o transporte hidroviário, tendo como principal via o rio Içá. Então, como a simples presença de tropa terrestre, na divisa Brasil-Colômbia, não propicia a detecção da penetração de embarcações, mormente no período noturno, cabe à Marinha o tamponamento do rio Içá, de preferência com a implantação de uma Estação Naval em Santo Antônio do Içá, povoação localizada na margem esquerda do rio, bem na confluência com o Solimões. Além da presença de Navios-Patrulha, a nova Estação Naval deveria contar com a instalação de radares de superfície fixos e a presença de tropa de Fuzileiros Navais, pronta para executar operações ribeirinhas. Ressalte-se que a localização da Estação Naval proposta, estrategicamente distante da fronteira, além de garantir o tamponamento efetivo do rio Içá, ainda executaria a mesma tarefa no rio Solimões. O reforço da presença de Fuzileiros Navais na Estação Naval, ademais, tornaria a atuação desse segmento de projeção do Poder Naval mais sintonizada com a conjuntura. Obviamente, a idéia de criação de duas novas Estações Navais na Amazônia, inclui necessariamente o aumento do número de navios patrulha fluviais e costeiros, em operação na região, além de unidades para a condução de operações ribeirinhas. Adotadas as providências propostas, ainda se faz necessário barrar três caminhos de penetração existentes na margem direita do Amazonas, como são os rios Madeira, Purus e Juruá. Nos três casos, seria suficiente equipar as Organizações Militares da Diretória de Portos e Costas, isto é a rede de Capitanias, Delegacias e Agências, com lanchas-patrulha armadas e instalações fixas de radares de superfície, em Porto Velho, Rio Branco e Eirunepé. Ademais, como a?Estratégia de Defesa Nacional?, Recentemente divulgada, preconiza a presença de Forças Navais oceânicas no norte do País, para se contrapor às ameaças oriundas da região de onde sopram os ventos boreais, parece óbvia a escolha da Baia de São Marcos, no Maranhão, como sede da Base Naval que dará apoio à Esquadra do Norte. Tal escolha não admite alternativa devido às águas profundas e protegidas da citada baia, que permitirão o estacionamento seguro de navios de maior calado, inclusive aqueles dotados de domos de sonares com dimensões avantajadas. Esta?Esquadra do Norte? Também deverá contribuir, com grande eficiência, para o tamponamento avançado da foz do Amazonas. Para concluir, deve ser enfatizado que a continuidade de aplicação da estratégia delineada pelo Marquês de Pombal, mais do que nunca, é vital para o exercício da soberania e manutenção da integridade territorial da Amazônia brasileira. (*) Roberto Gama e Silva é Almirante Reformado Rio de Janeiro, em 14 de janeiro de 2009. From: msorianoneto@hotmail.com Subject: FW: Estratégia de Defesa da Amazônia Brasileira Date: Fri, 17 Jul 2009 02:19:00 +0000 From: vaupes@globo.com o: ; Subject: Estratégia de Defesa da Amazônia Brasileira Date: Wed, 15 Jul 2009 16:57:00 -0300 Prezados Irmãos de Armas, Transmito em anexo o trabalho denominado "Estratégia de Defesa da Amazônia Brasileira", que acaba de ser publicado na "Revista Marítima Brasileira". Abraços verde-amarelos do, Roberto Gama e Silva > > Instale o novo Internet Explorer 8 otimizado para o MSN. Download aqui Rômulo Nogueira (o Vovô Radical) "O Homem só envelhece quando seus lamentos suplantam seus sonhos." (Desconhecido) Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se seus hábitos. Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores. Mantenha seus valores positivos, porque seus valores...Tornam-se seu destino". (Mahatma Gandhi) | ||
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sábado, 25 de julho de 2009
FW: ENC: CARTAZ NA PORTA DA IGREJA UNIVERSAL
Fw: As Lulíadas ....
| As Lulíadas .... Para conhecimento e refexão.São declarações de um Chefe de Estado. DIVIRTA-SE.... E APRENDA !!!!!!!!!! OU CHORE......... A capa da primeira edição das Lulíadas.
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