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BlaBlablá !

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Anistia ...

 
 
Anistia, de novo.

Uma das preocupações e determinações das FFAA foi não reagir, em
hipótese alguma, diante das acusações e distorções sobre si e sobre os
seus integrantes encetadas ou patrocinadas pelo desgoverno. "Para não
levantar marola", dizem alguns. "Por conveniência", concluem outros.
Por receio, por vergonha, por...  E assim, tem sido.

Um silêncio culpado? Um mutismo de impotência?

Hoje, na vigência do "politicamente correto", ainda que imoral ou
indecente, os poucos militares, da reserva ou até civis que acompanham
e repudiam as renitentes exposições e pressões sobre o estamento
militar correm o risco de serem patrulhados ideologicamente em razão
de comentários que possam ser considerados fora de hora, extemporâneos
ou ofensivos às nossas "otoridades".

Não importa um Sarney, um Congresso corrompido, uma autoridade,
desafiadoramente, usar um colar de folhas de coca em degradante
cumplicidade com um companheiro do Foro de São Paulo, um ministro
engajado na marcha pela legalização da maconha, uma ministra
comprovadamente mentirosa e sua assessora estar prestes a ocupar uma
vaga no STM, graças aos seus bons serviços (e que serviços).

Já não basta o uso desavergonhado dos cargos ocupados às escâncaras
pelos "companheiros" nas entidades públicas e nas autarquias, eles
avançam, sem qualquer obstáculo em outras searas. Nada importa.

O correto é aplaudir a decisão que condenou a Daslu a 94 de prisão. É
o povo contra os ricos. Porém, uma companheira ocupar uma vaga no STM
é a coisa mais natural do mundo. Como é de praxe, "vocês têm que me
engolir". E engolimos, ou melhor, degustamos.

No resto, é preservar o "princípio da autoridade", por mais canalha
que ela seja. O povo votou nela.

O combate à subversão foi uma história de vergonha que, portanto, deve
ser apagada, pelo menos a versão dos militares. No entanto, não basta
apagar os acontecimentos, é preciso reescrevê - los, contar novas
versões, emparedar os militares no muro da vergonha e achincalhá –
los, a tal ponto, que se escoe de seu corpo exangue a última gota de
coragem.

A questão da anistia, que no passado recente, não era um "cavalo de
batalha", com a ascensão e a perpetuação da canalha no poder, erigiu -
se num formidável instrumento de pressão. Sempre, haverá um novo
aspecto a ser abordado, um monumento a ser erigido, uma solenidade a
ser perpetrada, um livro a ser escrito, uma data a ser comemorada, um
esqueleto a ser exposto e uma vitória a ser cantada.

Tivéssemos a certeza de que o assunto nunca mais seria abordado pela
canalha petista, concitaríamos para que as Forças Armadas,
arbitrariamente, sem preliminares e sem julgamentos, prendessem a
todos os acusados, suspeitos, parentes, aparentados, amigos e
simpatizantes dos acusados e entregassem suas cabeças aos seus
acusadores.

Meus amigos, fossem todos os "torturadores" relacionados pela esquerda
enforcados e esquartejados em hasta pública, como o herói Tiradentes,
e chutados os restos dos já falecidos, ou suas cinzas jogadas nas
profundas do inferno, nem assim o assunto estaria encerrado. É o moto
- perpétuo do achincalhe.

Netos, bisnetos e quantos reivindicarem, serão beneficiados, ainda,
com reparos financeiros e as polpudas indenizações já pagas e que
serão reajustadas, pois é preciso manter a questão na mídia, provocar
debates, acuar e  amedrontar. A Comissão da Anistia que o diga.

Escutamos algumas "imparciais" autoridades, que, inclusive, poderiam
obstar a nojenta perseguição, declararem que o problema é da
"justiça". Escaldados, vemos tais declarações de falsa neutralidade,
como um subterfúgio para permitir o prosseguimento da caçada.

Não sem razão, na iminência da decisão do STF, tememos a sua
"proverbial" imparcialidade. Afinal, suas decisões são de fazer corar
estátuas de pedra.

Brasília, DF, 25 de agosto de 2009

Gen. Bda Refo Valmir Fonseca Azevedo Pereira


 
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