| CRÕNICA 10 - 18 Jul 2009 - L01 CASTIGO À IMPUNIDADE Crônica da semana. Se aprovar, difunda. Se discordar, envie-nos as críticas.Gen Ex R/1 Armando Luiz Malan de Paiva Chaves Nações que merecem o respeito internacional exibem, em seu perfil, economias fortes e saudáveis, sociedades organizadas, meio ambiente preservado, governos eficientes democraticamente eleitos, judiciários isentos e competentes, parlamentos probos, vigilantes e atentos às aspirações e reclamos do povo que os elegeu. Nosso país vem crescendo em respeito internacional. A economia deixou o atoleiro da inflação incontrolável. Suportou com razoável desempenho os efeitos da crise bancária que explodiu nos EUA e de lá se alastrou, derrubando o crescimento mundial. A sociedade ainda padece dos males da desigualdade, porém diminuíram os índices gritantes de miséria. A infra-estrutura se ressente de boas estradas, ainda não foram implementadas alternativas ferroviária e fluvial e a rede portuária não atende à demanda. Mas é de registrar a prioridade em aumentar a oferta de energia. A segurança pública continua caótica. Cresceu significativamente a freqüência às escolas, embora seja vergonhosa a qualidade do ensino. Se acrescermos outros índices, o somatório revelará avanço, embora ainda estejamos longe de nos podermos dizer organizados, à semelhança dos países desenvolvidos. Não alcançamos nível aceitável de preservação do meio ambiente, nas cidades, nos campos e nas florestas. Mas é inegável a preocupação, de governo e da população. Embora não cumprida e não fiscalizada com eficiência, a legislação é das mais avançadas, a ponto de comprometer a continuidade do crescimento da riqueza agropecuária. A democracia se consolidou e fortaleceu. O governo eleito e reeleito merece críticas, mormente quando se empenha na continuidade. Programas eleitoreiros escorados em recursos astronômicos não avançam, por falta de capacidade para executá-los. Alianças partidárias não conhecem limites de concessões, ignorando corrupção, improbidade, nepotismo. Mas é inegável sua aprovação, avaliada em 80% nas pesquisas mais recentes. A Justiça procura modernizar-se. Muito lentamente. Já o Parlamento é a maior vergonha nacional. Caudatário do Executivo, só o contraria para receber, como moeda de troca, os dinheiros que sustentam suas bases eleitorais e seus cabides de emprego. O Senado sofre, há meses, o desgaste diário que a mídia leva ao público. São incontáveis as ilegalidades administrativas, com enormes prejuízos ao erário. E não aparecem as soluções para corrigi-las, porque recairiam sobre os próprios senadores e seus apaniguados. No alto de sua responsabilidade, está o Presidente da Casa, que se nega a deixar o cargo, embora seja pessoalmente responsável por decisões que o beneficiaram diretamente ou a seus familiares. O atual parlamento compromete inapelavelmente o respeito de nosso país. Veículos da mídia internacional noticiam as irregularidades e a resistência, do maior responsável, em renunciar, poderosamente apoiado pelo chefe do governo, que se imiscui nos assuntos do Legislativo em busca de aliança partidária para as próximas eleições. Como pode um simples cidadão reagir a tanta impunidade? De momento, denunciando, apoiando a devassa da mídia, enviando aos parlamentares correspondência de reprovação. Sortirá efeito se muitos, milhares, o fizerem. Só prevalecerá a cidadania se significar o coletivo de uma grande maioria de revoltados. Se de nada servir tal reação, haverá segunda oportunidade, e essa será punitiva: o castigo do voto. Tanto quanto a primeira, só levará a resultado se for coletiva. Se todos os que condenamos negarmos apoio aos que hoje maculam, impunes, a imagem do Congresso, muitos, suplentes empossados, sem terem tido seus nomes escolhidos nas urnas. Caberá aos eleitores promover uma faxina geral e a renovação parlamentar, afastando quem exerce o mandato em proveito próprio e elegendo nomes de passado limpo, com histórico de devoção à causa pública. Talvez erremos nas escolhas, para corrigi-las em eleição seguinte. Mas, na que ocorrerá no próximo ano, não haverá risco de erro: os atuais mandatários já se desnudaram à nossa avaliação. Votar bem é dever de cidadania.
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Pralavamostodos
BlaBlablá !
segunda-feira, 27 de julho de 2009
CRÔNICA 10 - Gen Ex R/1 Armando Luiz Malan de Paiva Chaves
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palavras de um general que participou ativamente nos porões da ditadura militar ...brasilia 1976...
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